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L.O.V.E

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LOVE IS PATIENT

LOVE IS PATIENT

#52

#52

TRISTAO E ISOLDA

Tristão e Isolda

Introdução

    
A história de Tristão e Isolda é um dos contos mais populares da Idade Média. Como a maioria dos contos arturianos, ele caiu na obscuridade durante a Renascença e foi ressuscitado com vigor durante o século 19. Para muita gente esta é uma história de amor absoluto e perfeito; a combinação de tragédia e destino apenas serve para torná-la mais fascinante.

O rei Rivalin de Lyonesse casa-se com Blanchefleur, irmã do Rei Mark de Cornwall numa justa de amor. Blanchefleur morre no parto e o nome Tristão representa essa perda (vem do francês triste). Ele é educado por um tutor que se torna seu melhor amigo e, juntos, eles viajam para a corte do tio de Tristão, o rei Mark de Cornwall (ou Cornualha). Tristão disfarça sua identidade e tenta distinguir-se através da luta, tocando harpa e na caça. Ele aceita o desafio de lutar contra Morholt que chegara exigindo tributo do rei Mark para o rei da Irlanda, Anguish, pai de Isolda.

Após uma longa batalha, Tristão derrota Morholt. Mas por causa das armas deste estarem envenenadas, as feridas de Tristão não cicatrizam. Ele viaja para a Irlanda, procurando uma cura para o veneno. Se disfarça sob o nome de Tantris e recupera-se lentamente sob os cuidados de Isolda. Ele então retorna à Cornwall – exaltando a linda Isolda que o trouxera novamente à saúde. O rei Mark deseja que Isolda seja trazida para ele para ser sua esposa baseado na exuberante narrativa de Tristão.

Entrementes, um dragão assola o reino de Anguish. Ele oferece a mão de Isolda em casamento ao cavaleiro que matar o dragão. Tristão viaja à Irlanda para matar o dragão e ganhar a mão de Isolda para o rei Mark. Ele realmente acaba com a besta mas é dominado pelas fumaças venenosas expelidas por ela. O camareiro do rei Anguish apresenta então a cabeça do dragão, proclamando que ele havia derrotado o  monstro. Isolda sabe que isto não é verdade e despreza o camareiro, indo assim à procura do verdadeiro matador. Ela encontra Tristão e novamente lhe devolve a saúde.

É durante este tempo que Isolda percebe que está faltando um pedaço da espada de Tristão. Ela tem um pedaço da espada que matou Morholt – seu tio – e que fora removida de sua cabeça quebrada. Ela encaixa esse pedaço no espaço da espada de Tristão e deduz que ele é o assassino de Morholt. Embora ela fique furiosa com Tristão pela morte de seu tio, ela precisa deixá-lo viver para refutar a reivindicação do camareiro à sua mão.

Tristão cura-se e reclama a mão de Isolda para Mark. Ela ainda está furiosa mas precisa viajar com ele para Cornwall. Durante a viagem, ela pede à sua aia, Brangwain, que faça uma poção para envenenar Tristão. A aia ainda deduz que Isolda pretende beber a poção também de modo a acabar o iminente casamento com Mark. Além disso, Brangwain está apaixonada por Tristão e não o quer morto. Portanto, ela prepara uma poção de amor ao invés de uma poção fatal.

O casal, Tristão e Isolda, bebe a poção e apaixona-se para sempre. Eles consumam seu amor no barco, naquela noite. Uma vez em Cornwall, Isolda deve passar pelo casamento e então precisa disfarçar a perda de sua virgindade. Ela persuade Brangwain a dormir com Mark – sacrificando portanto a própria virgindade. Isto marca o primeiro dos logros que os amantes usarão para enganar Mark.

Mas a corte de Mark está repleta de cortesãos traiçoeiros e invejosos. Eles tentam e tentam apanhar Isolda e Tristão em situações comprometedoras. Eventualmente eles conseguem e os amantes são condenados à morte. Tristão se empenha em fugir. Ele resgata Isolda de um grupo de leprosos ao qual ela havia sido entregue como punição. Ela então jura em falso num  tribunal probatório mas é banida com Tristão. Ambos fogem para a floresta para viver em exílio.

A vida na floresta é muito difícil e eventualmente os dois decidem se separar. Isolda retorna à corte de Mark e Tristão parte pro exílio. Durante as suas perambulações ele chega à bretã corte do rei Howell. Tristão presta a este grandes serviços, acabando por ganhar a mão de sua filha. Ele concorda em casar com ela porque seu nome também é Isolda, Isolda das Brancas Mãos. Todavia ele não consuma o casamento porque seu amor à verdadeira Isolda é muito forte.

Tristão ajuda seu cunhado, Kaherdin, numa batalha e é envenenado – de novo! Ele roga à verdadeira Isolda que o cure, sabendo que apenas ela tem o poder para fazer isso. Mas quando o navio fica à vista, Tristão está muito doente para deixar o leito e pede à Isolda das Brancas Mãos para informá-lo da cor das velas. Sabendo que as velas brancas anunciam a presença a bordo de Isolda da Irlanda, sua rival, Isolda das Brancas Mãos informa que as velas são pretas, significando que Isolda não está no navio. Tristão morre em desespero.

Quando Isolda da Irlanda chega ao quarto e depara-se com seu amante morto, ela também morre de tristeza. Ambos são enterrados lado a lado. Na cova de Tristão nasce uma videira e na de Isolda, uma rosa. As duas plantas se entrelaçam e crescem juntas como um símbolo do seu ardente amor.

"O amor cortês trata da relação entre um homem e uma mulher: onde a mulher é uma dama, que também significa que ela é casada e, o homem é um celibatário, que se interessa por ela. Tudo começa por um olhar lançado, "é uma flecha que penetra pelos olhos, e crava-se no coração, incendeio-o, traz-lhe o fogo do desejo". Este homem, então, ferido de amor ( no sentido carnal), sonha apoderar-se desta mulher. Essa mulher é muitas vezes esposa de seu próprio senhor, portanto é dona da casa que este freqüenta, ou seja, ela está hierarquicamente acima dele, é seu vassalo. Por ela, deixa de ser livre.

O amor cortês é um jogo, cujo mestre é o homem. A dama é uma peça fundamental, porém é mulher e não dispõe livremente do seu corpo, que pertenceu, primeiramente a seu pai, agora é de seu esposo. Carrega nele a honra deste esposo, Por esse motivo ela é altamente vigiada. Sem privacidade nos castelos, ao menor deslize, esta mulher é acusada, por ser frágil e fraca. É passível dos piores castigos, os quais seu cúmplice corre o risco de recebe-los.

Neste jogo, o mais excitante eram os perigos, o amor cortês era uma aventura, permeado por códigos secretos, discrição, olhares furtivos e pela ânsia de estarem junto com esta dama "num jardim secreto". Os homens esperam pelos favores que essas damas  podem lhe conceder, e tais favores eram concedidos em etapas: primeiro um abraço, depois ela deixava beijar-se… A espera, que é muito descrita pelos trovadores era uma prova decisiva para se chegar a proximidade carnal. Mas estes homens continham seus ímpetos, pois deveriam manter o controle sobre seu corpo, fazendo com que esta situação se arrastasse indefinidamente. Então, o homem deseja a espera, o seu prazer atinge o clímax neste desejo, tornando o amor cortês onírico, ou seja, um sonho."

O Cântico dos Cânticos de Salomão

1 O Cântico dos Cânticos de Salomão.

PRIMEIRO CANTO

Anseios de amor

Ela .

2 Sua boca me cubra de beijos! São mais suaves que o vinho tuas carícias,

3 e mais aromáticos que teus perfumes

é teu nome, mais que perfume derramado;

por isso as jovens de ti se enamoram.

4 Leva-me contigo! Corramos!

O rei introduziu-me em seus aposentos.

Coro.

Queremos contigo exultar de gozo e alegria,

celebrando tuas carícias, superiores ao vinho.

Com razão as jovens de ti se enamoram.

Canção da amada

Ela.

5 Sou morena, porém graciosa,

ó filhas de Jerusalém,

como as tendas de Cedar,

como os pavilhões de Salomão.

6 Não me olheis com desdém, por eu ser morena!

Foi o sol que me bronzeou:

os filhos de minha mãe, aborrecidos comigo,

puseram-me a guardar as vinhas;

a minha própria vinha não pude guardar.

Ambição do amor

Ela.

7 Indica-me, amor de minha alma: onde pastoreias?

Onde fazes repousar teu rebanho ao meio-dia?

Para eu não parecer uma mulher perdida,

seguindo os rebanhos de teus companheiros.

Coro.

8 Se não o sabes, ó mais bela das mulheres,

segue os rastos das ovelhas

e leva teus cabritos a pastar

perto do acampamento dos pastores!

Ele.

9 Às parelhas das carruagens do Faraó

eu te comparo, minha amada.

10 Graciosas são tuas faces entre os brincos,

e teu pescoço entre colares.

11 Faremos para ti brincos de ouro

com filigranas de prata.

Exaltação do amor

Ela.

12 Enquanto o rei está em seu divã,

meu nardo exala seu perfume.

13 O meu amado é para mim

como bolsa de mirra sobre meus seios;

14 o meu amado é para mim

como um cacho florido de alfena dos vinhedos de Engadi.

Ele.

15 Como és formosa, minha amada!

Como és formosa, com teus olhos de pomba!

Ela.

16 E tu, meu amado, como és belo,

como és encantador!

O verde gramado nos sirva de leito!

17 Cedros serão as vigas de nossa casa,

e ciprestes, as paredes.

Galanteios

Ela.

1 Eu sou o narciso de Saron,

o lírio dos vales.

Ele .

2 Sim, como o lírio entre espinhos

é, entre as jovens, a minha amada.

Ela.

3 Como a macieira entre árvores silvestres

é, entre os jovens, o meu amado.

À sua sombra eu quisera sentar-me,

pois seu fruto é saboroso ao meu paladar.

Amor apaixonado

Ela.

4 Ele me conduziu à casa do banquete,

onde a bandeira era para mim sinal de amor.

5 Restaurai-me as forças com tortas de uva,

revigorai-me com maçãs,

porque desfaleço de amor!

6 Sua esquerda apóia minha cabeça,

e sua direita me abraça.

Ele.

7 Conjuro-vos, ó filhas de Jerusalém,

pelas gazelas ou corças do campo,

que não acordeis nem desperteis a amada,

antes que ela queira!

SEGUNDO CANTO

Primavera de amor

Ela.

8 Atenção! É o meu amado:

eis que ele vem saltando pelos montes,

transpondo as colinas.

9 O meu amado parece uma gazela,

uma cria de gamo,

parado atrás de nossa parede,

espiando pelas janelas,

espreitando através das grades.

10 Adiantando-se, o meu amado me fala:

Ele.

Levanta-te, minha amiga,

minha formosa, e vem!

11 Eis que o inverno já passou,

cessaram as chuvas e se foram.

12 No campo aparecem as flores,

chegou o tempo da poda,

a rolinha já faz ouvir

seu arrulho em nossa região.

13 Da figueira brotam os primeiros figos,

exalam perfume as videiras em flor.

Levanta-te, minha amiga,

minha formosa, e vem!

14 Pomba minha, nas fendas da rocha,

no esconderijo escarpado,

mostra-me teu semblante, deixa-me ouvir tua voz!

Porque tua voz é doce, gracioso o teu semblante.

Coro.

15 Agarrai para nós as raposas, estas pequenas raposas,

que devastam as vinhas, nossas vinhas em flor!

Apelo da amada

Ela.

16 O meu amado é todo meu, e eu sou dele.

Ele é um pastor entre lírios.

17 Antes que expire o dia e cresçam as sombras,

volta, meu amado,

– imitando a gazela ou sua cria –,

para os montes escarpados!

Divagações

Ela.

1 Em meu leito, durante a noite,

busquei o amor de minha alma:

procurei, mas não o encontrei.

2 Hei de levantar-me e percorrer a cidade,

as ruas e praças,

procurando o amor de minha alma:

Procurei, mas não o encontrei.

3 Encontraram-me os guardas que faziam a ronda pela cidade.

Vistes o amor de minha alma?

4 Apenas passara por eles,

encontrei o amor de minha alma:

agarrei-me a ele e não o soltarei

até trazê-lo à casa de minha mãe,

à alcova daquela que me concebeu.

Ele.

5 Conjuro-vos, ó filhas de Jerusalém,

pelas gazelas ou corças do campo,

que não acordeis nem desperteis a amada,

antes que ela queira!

TERCEIRO CANTO

Cortejo nupcial

Coro.

6 O que vem a ser aquilo que sobe do deserto,

como coluna de fumo,

exalando mirra e incenso

e todos os perfumes dos mercadores?

7 É a liteira de Salomão,

escoltada por sessenta guerreiros

dos mais valentes de Israel.

8 Todos são espadeiros treinados para o combate;

cada qual leva ao flanco a espada,

por temor de surpresas noturnas.

9 O rei Salomão mandou construir um palanquim

de madeira do Líbano:

10 fez colunas de prata,

espaldar de ouro e assento de púrpura;

o interior foi carinhosamente adornado

pelas filhas de Jerusalém.

11 Vinde, filhas de Sião, contemplar

o rei Salomão com a coroa,

com a qual sua mãe o coroou

no dia de suas bodas,

dia de júbilo para seu coração!

Descrição da amada

Ele.

1 Como és formosa, minha amada!

como és formosa,

com teus olhos de pomba,

na transparência do véu!

Teus cabelos são como um rebanho de cabras,

esparramando-se pelas encostas do monte Galaad.

2 Teus dentes são como um rebanho de ovelhas tosquiadas,

recém-saídas do lavadouro:

cada um com seu par, sem perda alguma.

3 Teus lábios são fitas de púrpura,

de fala maviosa.

Tuas faces são metades de romã,

na transparência do véu.

4 Teu pescoço é como a torre de Davi,

construída com parapeitos,

da qual pendem mil escudos

e armaduras de todos os heróis.

5 Teus seios são como duas crias,

gêmeos de gazela, pastando entre lírios.

Ela.

6 Antes que expire o dia e cresçam as sombras,

irei ao monte da mirra e à colina do incenso.

Ele.

7 És toda formosa, minha amada,

e em ti não se encontra defeito algum.

Apelo do amado

Ele.

8 Vem comigo do Líbano, minha noiva!

vem comigo do Líbano!

Desce do cume do Amaná,

dos cimos do Sanir e do Hermon,

das cavernas dos leões,

das montanhas das panteras!

Encantamento

Ele.

9 Arrebataste-me o coração, minha irmã e minha noiva,

arrebataste-me o coração com um só de teus olhares,

com uma só jóia de teu colar.

10 Como são ternos teus carinhos,

minha irmã e minha noiva!

Tuas carícias são mais deliciosas que o vinho;

teus perfumes, mais aromáticos

que todos os bálsamos.

11 Teus lábios, minha noiva, destilam néctar;

em tua língua há mel e leite.

Tuas vestes têm a fragrância do Líbano.

Recanto de amor

Ele.

12 És um jardim fechado, minha irmã e minha noiva,

uma nascente fechada, uma fonte selada.

13 Tuas plantas são um vergel de romãzeiras,

vegetação toda selecionada:

umbelas de alfena e flores de nardo,

14 nardo e açafrão, canela e cinamomo,

toda espécie de árvores de incenso,

mirra e aloés,

os melhores bálsamos.

15 A fonte do jardim

é como um manancial de água corrente

que brota do Líbano.

16 Desperta, Aquilão!

E tu, Austro, vem soprar em meu jardim,

para que se espalhem seus aromas!

Apelo da amada

Ela.

Que entre o meu amado em seu jardim

para comer dos frutos deliciosos!

Ele.

1 Já vou ao meu jardim, minha irmã

e minha noiva,

colher mirra e bálsamo,

comer do favo de mel, beber vinho e leite.

Coro.

Amigos, comei!

bebei e embriagai-vos do amor!

QUARTO CANTO

Noturno

Ela.

2 Eu estava dormindo, mas meu coração velava.

Atenção! O meu amado está batendo.

Ele.

Abre, minha irmã e minha noiva,

minha pomba, meu primor!

Pois tenho a cabeça borrifada de orvalho,

e do sereno da noite, minha cabeleira.

Ela.

3 Já despi minha túnica:

hei de vesti-la novamente?

Já lavei os pés:

hei de sujá-los outra vez?

4 O meu amado meteu a mão na fechadura,

fazendo-me estremecer em meu íntimo.

Em busca do amado

Ela.

5 Levantei-me para abrir ao meu amado,

minhas mãos gotejando mirra;

de meus dedos a mirra escorria

sobre o trinco da fechadura.

6 E então abri ao meu amado,

mas o meu amado já se tinha ido, já se tinha retirado.

Ansiei loucamente por falar-lhe:

procurei, mas não o encontrei;

chamei, mas não me respondeu.

7 Encontraram-me os guardas que faziam a ronda da cidade:

espancaram-me e me feriram;

arrancaram-me o manto as sentinelas das muralhas.

8 Conjuro-vos, ó filhas de Jerusalém:

se encontrardes o meu amado,

anunciai-lhe que desfaleço de amor!

Descrição do amado

Coro.

9 O que distingue dos outros o teu amado,

ó mais bela entre as mulheres?

O que distingue dos outros o teu amado,

para que assim nos conjures?

Ela.

10 O meu amado é branco e corado,

inconfundível entre milhares:

11 Sua cabeça é ouro puro,

a cabeleira é como leques de palmeira,

é negra como o corvo.

12 Seus olhos são pombos,

junto aos cursos de água,

banhando-se em leite,

detendo-se no remanso.

13 Suas faces são canteiros de bálsamos,

tufos de ervas aromáticas.

Seus lábios são como lírios,

a destilar um fluido de mirra.

14 Suas mãos são braceletes de ouro,

guarnecidas com pedras de Társis.

Seu corpo é marfim lavrado,

recoberto de safiras.

15 Suas pernas são colunas de alabastro,

assentadas em bases de ouro.

Seu aspecto, como o Líbano, airoso como os cedros.

16 Sua boca é só doçura; todo ele, pura delícia.

Tal é o meu amado, assim é o meu amigo,

ó filhas de Jerusalém.

Encontro com o amado

Coro.

1 Aonde foi o teu amado,

ó mais bela das mulheres?

Para onde se dirigiu o teu amado?

Iremos contigo à sua procura.

Ela.

2 O meu amado desceu ao seu jardim,

aos canteiros de bálsamos,

para apascentar nos vergéis e colher lírios.

3 Eu sou do meu amado, e o meu amado é todo meu.

Ele é um pastor entre lírios.

QUINTO CANTO

Prendas da amada

Ele.

4 És formosa, minha amiga, como Tersa,

encantadora como Jerusalém,

esplêndida como as constelações.

5 Aparta de mim teus olhos, porque eles me perturbam!

Teus cabelos são como um rebanho de cabras,

esparramando-se pelas encostas de Galaad.

6 Teus dentes são como um rebanho de ovelhas,

recém-saídas do lavadouro;

cada um com seu par, sem perda alguma.

7 Tuas faces são metades de romã,

na transparência do véu.

A predileta

Ele.

8 Sessenta são as rainhas,

oitenta as concubinas,

além de numerosas donzelas.

9 Uma só, porém, é a minha pomba, o meu primor:

única é ela para sua mãe,

é o encanto de quem a gerou.

Ao vê-la, felicitam-na as donzelas,

louvam-na as rainhas e as concubinas.

Coro.

10 Quem é esta que surge como a aurora,

bela como a luz, brilhante como o sol,

esplêndida como as constelações?

Ele.

11 Desci ao horto das nogueiras

para examinar os brotos da várzea

e ver se as vides já brotavam,

se floresciam as romãzeiras.

12 Sem me aperceber, minha fantasia me transportou

até às carruagens da nobre comitiva.

A dança

Coro.

1 Retorna, Sulamita, retorna!

Retorna, para podermos contemplar-te, retorna!

Ele.

O que vedes na Sulamita,

quando dança entre dois coros?

2 Como são belos teus passos nas sandálias,

ó filha de príncipes!

Os contornos de teus quadris são como colares:

obra das mãos de artista.

3 Teu umbigo é uma taça redonda:

não lhe falte vinho mesclado!

Teu ventre é um monte de trigo, cercado de lírios.

4 Teus seios são como duas crias,

como gêmeos de gazela.

5 Teu pescoço é como uma torre de marfim.

Teus olhos são como as piscinas de Hesebon,

junto à Porta Maior.

Teu nariz é como a torre do Líbano,

sentinela sobre Damasco.

6 Tua cabeça sobressai como o Carmelo;

e as madeixas de tua cabeça são como fios de púrpura,

que nos tanques um rei mantém amarrados.

Protestos de amor

Ele.

7 Como és formosa e encantadora,

ó delicioso amor!

8 Teu talhe assemelha-se a uma palmeira,

e teus seios a cachos.

9 Eu disse: "Vou trepar pela palmeira

e agarrar-me às suas frondes".

Teus seios devem ser como racemos na cepa,

teu hálito como a fragrância das maçãs,

10 tua boca, como vinho generoso.

Ela.

Ele flui suavemente para meu amado

deslizando pelos lábios dos adormecidos!

11 Eu sou do meu amado,

e ele arde em desejos por mim.

Canção do encontro

Ela.

12 Vem, meu amado, saiamos ao campo!

Passaremos a noite nas aldeias,

13 madrugaremos para ir aos vinhedos,

ver se as vides lançaram rebentos

ou se já se abrem suas flores,

se florescem as romãzeiras.

Ali te darei o meu amor.

14 As mandrágoras exalam seu perfume,

e à nossa porta há mil frutas deliciosas,

tanto frescas como secas,

que para ti, meu amado, reservei.

Anelos de amor

Ela.

1 Quem me dera que fosses meu irmão,

amamentado aos seios de minha mãe!

Encontrando-te pela rua, beijar-te-ia,

sem que alguém me desprezasse.

2 Eu me farei teu guia para introduzir-te

na casa de minha mãe, que me criou;

dar-te-ei a beber vinho aromático e suco de minhas romãs.

3 Sua esquerda apóia minha cabeça,

e sua direita me abraça.

Ele.

4 Conjuro-vos, ó filhas de Jerusalém,

que não acordeis nem desperteis a amada,

antes que ela queira.

SEXTO CANTO

Triunfo de amor

Coro.

5 Quem é esta que surge do deserto,

apoiada no seu amado?

Ele.

Debaixo da macieira eu te despertei,

onde tua mãe, em dores, por ti se consumia,

onde se consumia em dores quem te deu à luz.

Ela.

6 Põe-me como um selo sobre teu coração,

como um selo sobre teu braço!

Porque é forte o amor como a morte,

e a paixão é violenta como o abismo:

suas centelhas são centelhas de fogo,

labaredas divinas.

7 Águas torrenciais não conseguirão apagar o amor,

nem rios poderão afogá-lo.

Se alguém quisesse comprar o amor,

com todos os tesouros de sua casa,

se faria desprezível.

A amada e seus irmãos

Irmãos.

8 Temos uma irmãzinha,

ainda sem seios.

O que faremos por nossa irmã,

quando alguém pedir sua mão?

9 Se ela é uma muralha,

vamos construir-lhe ameias de prata;

se é uma porta,

vamos reforça-la com pranchas de cedro.

Ela.

10 Agora já sou uma muralha,

e meus seios são como torres.

E assim tornei-me a seus olhos

a mulher a encontrar a paz.

A vinha de Salomão

Ela.

11 Salomão tinha uma vinha em Baal-Hamon.

Entregou a vinha a cultivadores;

por seus frutos se pagaria

mil siclos de prata.

12 Sobre minha vinha, porém, disponho eu:

para ti, Salomão, os mil siclos,

e duzentos para os cultivadores de seus frutos.

Intimidade do amor

Ele.

13 Tu que habitas nos jardins,

com companheiros a escutar a tua voz,

deixa-me ouvi-la!

Ela.

14 Vai depressa, meu amado,

– imitando a gazela ou sua cria –,

para os montes perfumados!

 

 

OS NOVE PECADOS SATÂNICOS

OS NOVE PECADOS SATÂNICOS
ESTUPIDEZ – Está no topo da lista dos pecados satânicos. É o pecado principal do Satanismo. É tão ruim que estupidez não é dolorosa. Ignorância é uma coisa, mas nossa sociedade floresce incrementando a estupidez. Isto depende das pessoas irem adiante com tudo que lhes dizem. A mídia promove um estupidez cultivada como uma postura que não somente é aceitável como louvável. Satanistas precisam aprender a ver através dos embustes e não se dispor a ser estúpido. PRETENSÃO – Postura vazia pode ser muito irritante e não se aplica às regras principais da Mágica Inferior. Na mesma condição da estupidez pela qual mantém o dinheiro em circulação nestes dias. Cada um é feito para se sentir como um fardo pesado quer se igualem às posses ou não. SOLIPSISMO – Pode ser muito perigoso para os satanistas. Projetando suas reações, respostas e sensibilidades em qualquer um que é menos responsáveis que você. É um equívoco esperar que as pessoas lhe dêem a mesma consideração, cortesia e respeito que você naturalmente lhe dá. Elas não farão. Em vez disso, os satanistas devem se empenhar em aplicar o dito "Faça aos outros como eles fazem a você". É trabalhoso para muitos de nós e requer constante vigilância para que você não escorregue na ilusão confortável de cada um ser como você. Como tem sido dito, certas utopias deveriam ser ideais numa nação de filósofos, mas infelizmente (ou talvez felizmente, do ponto de vista maquiavélico) nós estamos longe deste ponto. AUTO-ENGANO – Está nas Nove Declarações Satânicas, mas merece ser repetida aqui. Outro pecado importante. Não devemos pagar homenagem a nenhuma das vacas sagradas apresentadas a nós, incluindo as funções que esperamos disputar. O único momento de auto-engano que deveria ser introduzido é quando divertimento, e com atenção. Mas, então, não é auto-engano! CONFORMAÇÃO DE MASSA – Isto é óbvio de uma posição satânica. Tudo está certo de conformidade com os desejos de uma pessoa, se finalmente o beneficia. Mas somente tolos seguem adiante com a massa, deixando uma entidade impessoal ordená-lo. A chave é escolher um mestre sábio em vez de ser subjugado pelos caprichos de muitos. FALTA DE PERSPECTIVA – De novo, isto pode se tornar um punhado de dor para o satanista. Você nunca pode perder a visão de quem e o que você é, e qual ameaça você pode ter, pela sua própria existência. Nós estamos fazendo história justamente agora, todo dia. Sempre guarde o enorme quadro histórico e social na mente. Esta é uma importante chave tanto para a Mágica Inferior quanto para a Mágica Superior. Veja os padrões e ajuste as coisas como espera que as peças caiam em cada lugar. Não se balance pelas repressões da massa – saiba que você está trabalhando inteiramente num outro nível do resto do mundo. NEGLIGÊNCIA DOS ORTODOXOS PASSADOS – Esteja alerta que esta é uma das chaves de lavagem cerebral em aceitar algo como "novo" e "diferente" quando, na realidade, é algo que era outrora amplamente aceito, mas agora é apresentado numa nova roupagem. Esperamos delirar com a genialidade do "criador" e esquecemos o original. Isto é feito para uma sociedade alienada. ORGULHO CONTRAPRODUTIVO – O segundo vocábulo é importante. Orgulho é necessário no ponto em que você começa a abandonar a sua banheira de bebê. A regra do Satanismo é: Se isto trabalha para você, ótimo. Quando parar de trabalhar para você, quando tiver se retratado num canto e o único caminho para fora for dizer, "Sinto muito, eu cometi um engano, desejava que pudéssemos nos ajustar de algum modo", então o faça. FALTA DE ESTÉTICA – Esta é a aplicação física do Fator de Equilíbrio. Estética é importante na Mágica Inferior e deveria ser cultivada. É óbvio que ninguém pode ganhar dinheiro fora dos padrões clássicos de beleza e forma que, na maioria do tempo, são então desencorajados numa sociedade consumista, mas "um olho" para a beleza, para o equilíbrio, é uma ferramenta satânica essencial e deve ser aplicada para a eficiência de mágica melhor. Não é o que é suposto ser prazeroso – é o que é. Estética é uma coisa pessoal, que reflete a própria natureza de alguém, mas há um prazer universal e harmoniosas configurações que não podem ser negadas.
Ao cometermos pelo menos sete entre os nove nos tornamos influenciáveis e vulneráveis a manipulação dos demônios. Hoje nas portas da Era de Aquário o homem e em especial a mulher tem como principal missão a auto-iluminação que só vira através da firmeza espiritual com o desenvolvimento da resistência aos pecados.

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